sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sei da loucura do vento,
E o tempo que ele traz...

Do caos que causa
ou da alegria que ele faz...

A gente se espanta e
Aprende a espantar o medo...

Revendo, ainda sinto pontadas no peito...
No centro, 
A razão que não quer calar...

Refaço, o que interessa,
quando desejar...

domingo, 21 de dezembro de 2014

Este ano

Deixei minha alma voar, no sonhar ao despertar...
Fuga constante, entre a alegria ao desespero, preferia meditar...
Por um tempo fiquei na inercia e descontraí em meia férias nas coisas desnecessárias, escolhi por fim,o escândalo no silêncio do meu coração...
O silêncio prevaleceria e, é melhor te-lo como companhia do que como arma do destino...

Caí inúmeras vezes ao acaso... e defrontar-se com o que lhe impede de seguir em frente, deixaria as cicatrizes mais vulnerareis do qual era previsto.

Mudei de vida, da água pro vinho.
Abortei meus sentimentos, minhas crenças, mas algo lá no fundo, não deixa morrer a essência...
A essência que ainda não descobri,e prefiro que ela abra constantemente em mim,mesmo que perdure o tempo da minha vida aqui nesta terra... O tempo que gastaria em descobrir, demoraria a minha ida e vinda neste planeta... é melhor eu me preparar para as perguntas e deixar as repostas vir quando eu estiver pronta para recebe-las com calorosa sabedoria...

domingo, 7 de dezembro de 2014

Memórias

As memórias são incertas, é inconsequente esquece-las pelos caminhos da vida.
A minha saudade era venerável, a dor eloquente...
Nunca soube lidar com o passado, tracei linhas indesejáveis...
Reconciliar com as lembranças, era desfazer dos meus sentimentos... distanciar-se de uma parte que nunca coube neste corpo miúdo que lhe escreve.
E quando olhei para trás, não soube da verdade que tanto lastimei...
Já não fazia parte de mim os (complementos) que admirava, os olhares que me cercavam, lentamente apagados, as risadas abafadas com vento...
De pouco em pouco fui morrendo na história que inventei...
Não era eu, era ela...

sábado, 29 de novembro de 2014


Acho tarde, acho cedo...
Aqui nunca cabe muito tempo...
É.. faz tempo...
Faz quanto tempo que falamos de tempo?

domingo, 16 de novembro de 2014

sábado, 8 de novembro de 2014

Volátil

Perdi as contas de quantos cigarros fumei.
Quantas cervejas bebi, ou quantos porres levei...
Ih...levei pra casa!
Não me lembro quantos noites acordei, ou quantas deixei de dormir...
Das palavras que não disse, das quais eu disse, ou da língua que mordi.

Consigo contar nos dedos da mão, do pé e da vizinhança inteira,
o pôr do sol que deixei de assistir, das festas que deixei de dançar,
das pessoas que deixar de acreditar...

Ainda resta tempo pra perder, pra aprender o que ainda resta... do que interessa...


I-r-o-n-ia...

Ah, foi fraqueza,
Foi carência,
Foi sem pensar...
É passado!
Aceite meu penar...

Eu não disse nada,
Eu nuca sei de nada...
Vamos esquecer...

Ó, esqueci!
Passou...
Vamos nos casar?!
Aquilo que aconteceu, está lá...
No coração dela.

domingo, 2 de novembro de 2014

Porta sem saída...

Que chave você escolheu, que ao abrir a porta, desapareceu...
Por qual porta você fugiu?
Qual porta você entrou?
O que te fez ir, antes do sol nascer?

O que te fez mudar de plano,
Lutar nos últimos minutos,
Ter se enganado com o próprio engano?




Portas abertas

Lá fora existe paredes invisíveis, que a liberta não pode atravessar...
Parece tarde demais para não acreditar...

Se você olhar no fundo do mundo,
Aqueles mesmos olhos  que te viram nascer,estarão olhando para você....

As borboletas voam com a leveza da alma que não deixa transparecer...
Descobrir que um dia tudo isto acaba, faz a beleza de um dia triste florescer...

As portas estão abertas, não se pode esperar o que virá...

Depois de abertas os medos vão fugir,
A sua escolha prevalecerá... 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Antes de Lembrar

Quero que saiba, que a vida é vasta...
Os caminhos estreitos, as linhas imersas,
Os dias fortes, as noites frágeis...

A pele absorve a água,
A alma enxuga as memórias...
A vida um dia vai embora...

Quero que entendas,
Que o tempo comanda,
Não se acomode...
Pois a mente também engana...

Se distraia...
Descontraia...

A casca envelhece,
A consciência é perversa ...
A boca cala, os olhos se fecham...

Não deixe o passado acabar com as boas memórias...





Contemplando o tempo...

Preciso saltar do espaço, mesmo que ele seja vago...
Amedrontar a incerteza, olhar a beleza que existe dentro de mim...
Não quero que seja rápido, é só um pouso que preciso sentir para existir...

Deixa eu navegar nas estrelas, alimentar a minha natureza...
Soprar os detalhes, andar em outros mares, que não sei se vou seguir...

Experimentar a delicadeza com  pitada de frieza, pois as palavras vão sumir...
Vou me deleitar no ar, alcançar o fogo, ser livre antes que seja tarde...
Pois um dia vou partir...





domingo, 12 de outubro de 2014

Hoje de manhã

Hoje acordei com vontade de te esquecer...
Deu vontade de falar as verdades e saber das mentiras
Não teve jeito, meu coração não combina com o seu penar..
Sem paz, não existe par...







Aquecendo as asas das aspas

É hora de voltar, voltar para onde nunca saiu...
Andar por onde nunca caminhou...
Trocar espaço com os paços...

Voar como os pássaros
Deixar as asas bater!
Dizer o que deixou fluir...

Dançar no espaço que cabe a alma,,,
Fazer tudo que o coração permite sentir.